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Expectativa econômica e empreendedorismo

Segundo especialista, mercado deve aquecer após a ampliação da cobertura vacinal e o controle da inflação

A chegada do ano novo é marcada, muitas vezes, por listas de resoluções e novas expectativas, o que, para grande parte da população, acompanha o desejo de ter o próprio negócio. Seja por oportunidade ou necessidade, a busca por empreender é nutrida de forma quase natural pelos brasileiros até mesmo em tempos incertos, como foi o caso dos anos de 2020 e 2021, período marcado pelo caos da pandemia de covid-19 que, sem precedentes, deixou um grande déficit na economia mundial.

O avanço da vacinação e a flexibilização do isolamento social, no entanto, possibilitaram a abertura gradual do mercado econômico, enquanto a distribuição do Auxílio Brasil estimulou o consumo da população e a inauguração de novos negócios. Até o mês de novembro, por exemplo, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) contabilizou 19.132.675 empreendimentos de micro e pequeno porte, o que representa cerca de 98% das empresas no país que respondem por cerca de 50% dos empregos com carteira assinada. Ao mesmo tempo, os microempreendedores individuais (MEI) corresponderam a quase 70% do universo das micro e pequenas empresas (13.198.599 - 69%).

Considerando o acumulado do ano, as Classificações Nacional de Atividades Econômicas (CNAEs) com maior número de MEI e Micro e Pequena Empresa são: comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios, obras de alvenaria, promoção de vendas e comércio varejista de mercadorias em geral -- com predominância de produtos alimentícios. Apesar dos números positivos, a gerente adjunta da Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae Bahia, Isabel Ribeiro, adverte que a maioria dos negócios abertos teve baixos níveis de investimento, geralmente com grau de atuação restrito à região onde está instalado, ou realizados nas vias públicas, principalmente por pessoas de nível de escolaridade mais baixo.

"Alguns dos empreendimentos não apresentam potencialidades para o desenvolvimento de encadeamentos produtivos e incorporação de tecnologias mais modernas e robustas que contribuam para elevar a qualificação e produtividade da mão de obra, assim como o rendimento e competitividade da nossa economia. Isso faz com que o nosso país fique em uma situação pouco confortável nos indicadores de qualidade e produtividade quando comparados aos de outros países", pontua. Para ela, o cenário econômico no Brasil ainda é incerto devido ao aparecimento de novas variantes da covid-19 e ao aumento acentuado da inflação.

"Para recuperar a nossa economia, elevar a confiança do mercado e fomentar o investimento liderado pelo setor privado, incluindo os empreendedores de porte micro e pequeno, aumentando o emprego, produtividade, melhorando os padrões de vida, reduzindo as vulnerabilidades e fortalecendo as perspectivas de médio prazo, o governo necessita proteger a saúde pública e apoiar os mais vulneráveis, com a ampliação da cobertura vacinal e manutenção das medidas de proteção sanitária, controlar a inflação, reduzir taxas de juros e melhorar a nossa política cambial", reforça Isabel.

Ela explica ainda que ações para liberalizar o comércio exterior e mercados de produtos, aumentar a flexibilidade do mercado de trabalho formal e promover atividades ambientalmente sustentáveis também são essenciais para garantir o reaquecimento econômico. Segundo projeção da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o ano de 2022 deve ser marcado pela diminuição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) e pela recuperação da força de trabalho.

Tendências de empreendedorismo para 2022

Para auxiliar na escolha de qual negócio optar, o SBT News, em parceria com o Sebrae, separou uma lista com as principais tendências de empreendedorismo para 2022. Confira:

1. Mercado de Pets: segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET), o Brasil tem a segunda maior população de cães, gatos e aves do mundo. Ao todo, são mais de 54,2 milhões de cães e 23,9 milhões de gatos, o que pode resultar em uma grande oportunidade de negócio, principalmente em bairros, onde os pets shops ocupam 72,7% do mercado.

2. Logísticas focadas no e-commerce: esse mercado vem crescendo com diversas iniciativas diferentes, como Marketplaces que conectam agregados a empresas que necessitam de entregas. Além disso, as entregas com carros particulares vêm tomando o mercado e muitos motoristas têm migrado de aplicativos de corrida para fazer entregas para o Mercado Livre, Americanas, entre outros grandes players. A maior procura por meios alternativos aos Correios também é uma necessidade que vem gerando renda extra com ponto de coleta, onde normalmente o lojista e/ou consumidor podem deixar ou retirar seus produtos.

3. GIG Economy - Profissionais liberais: é um formato onde profissionais prestam serviços de atividades com curtos prazos ou até mesmo pontualmente, que podem ser ou não recorrentes. Esse mercado vem se desdobrando em diversos setores, a exemplo dos motoristas de aplicativos, conhecidos como Gig Drivers, mas se aplica também às áreas de tecnologia, soluções digitais, assistente virtuais, e diversos outros setores. Isso gera muitas oportunidades como, por exemplo, cursos de profissionalização.

4. Educação por assinatura: esse mercado realmente só está começando e vem crescendo gradativamente e deve ter uma boa aceitação, uma vez que as pessoas podem estudar de acordo com a disponibilidade e com um baixo investimento. Um bom modelo disso são os cursos de marketing, que ajudam a manter, por exemplo, os consumidores digitais atualizados com novidades.

5. Produtora audiovisual: as empresas estão precisando se comunicar a cada dia mais através de vídeos, podcasts e conteúdos audiovisuais. Como comprar equipamento é relativamente caro, os grandes centros podem contar com produtoras que forneçam apoio em lives de lançamento de produtos ou até mesmo na produção de podcasts. Com o mercado do infoproduto se tornando um pouco mais concorrido, os influenciadores têm buscado se profissionalizar em suas comunicações, terceirizando os espaços e até mesmo gravações mais específicas.

6. Portais multimídia: a procura por informações e referências dos produtos antes da compra vem aumentando, seja via Google ou mídias sociais, o que impulsiona a exploração do mercado. Acompanhando uma tendência de marketing de conteúdo, muitos consumidores pesquisam antes de realizar compras pela internet e os portais pertencentes às lojas devem ter a capacidade de ajudar o consumidor. Dentro desse cenário, muitos players estão surgindo no mercado e se consolidando em nichos específicos, sendo potenciais fontes de conteúdo para apoiar tanto consumidores como empresas.

7. Mentoria, consultoria ou terapia online: durante a pandemia de covid-19, houve uma elevação das terapias online, por meio das quais as pessoas, não podendo sair de casa, buscaram apoio de terapeutas em diversos segmentos. Ao mesmo tempo, setores de mentoria também estão ganhando um ótimo espaço no mercado, como, por exemplo, para cursos de formação profissional e aperfeiçoamento de capacidades.

8. Venda via Marketplace: marketplaces vêm crescendo consideravelmente, mesmo diante em cenários de isolamento social, que por sua vez leva ao crescimento em publicidade em marketing digital.

9. Relógios e pulseiras digitais: os itens digitais devem incomodar os smartphones. Isso mesmo. Segundo os especialistas, estima-se que em torno de 5 a 7 anos os relógio e pulseiras digitais devem manter os consumidores conectados e atualizados em suas mídias sociais e até mesmo com suas buscas no Google, por exemplo. Literalmente, essa tendência fará com que o consumidor esteja com a tecnologia grudada ao corpo, facilitando acesso às informações e até mesmo a pagamentos, sem precisar tirar o cartão do bolso.

10. Domesticando robôs: os robôs estão se tornando cada vez mais acessíveis. A perspectiva é que eles façam parte da vida da população, auxiliando em tarefas domésticas, básicas e cotidianas. Isso inclui também assistentes de voz, que já vem crescendo e tomando conta de algumas casas, inclusive criando casas inteligentes, que apontam, por exemplo, alimentos que estão faltando ou simples comandos de fechar ou abrir cortinas.

Principais passos para empreender

Para desenvolver um plano de negócios e obter sucesso é preciso conhecer o mínimo a respeito da atividade que se pretende realizar e do mercado no qual quer se envolver. Familiarizar-se com aquilo que se deseja vender, seja o que for, é essencial. Para o empresário Oséias Gomes, gestor e fundador da Odonto Excellence Franchising, um bom empreendedor precisa ser ágil e saber gerar facilidades, sempre com qualidade e leveza para encontrar o caminho na busca pela concretização de qualquer objetivo.

"A maturidade empreendedora engloba entender o perfil do negócio que se pretende criar, oferecer sempre experiências de compra e atendimento agradáveis, prestar atenção nos colaboradores, estar atento à movimentação do mercado e sempre lembrar de que qualquer negócio pode atingir a genialidade se reunir boas ideias, estratégias eficientes e inovação permanente", pontua Gomes. Outras ações como investimento em otimização mobile, segurança de transações e o uso de redes sociais também são importantes para garantir o bom funcionamento do empreendimento.

 

Fonte: SBT News

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